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	<title>SAV - Sociedad Argentina de la Voz &#187; Entrevistas</title>
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		<title>Entrevista al Profesor Dr. Paulo Pontes</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 22:18:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>autor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[ 

Entrevista al Profesor Dr. Paulo Pontes

Como un adelanto de su presencia en el IV Congreso Latinoamericano de Laringología y Fonocirugía, a realizarse en Buenos Aires los días 25 y 26 de junio, el Profesor Dr. Paulo Pontes se refirió acerca de las alteraciones estructurales mínimas de la laringe.
El Profesor Dr. Paulo Pontes es una figura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p><strong><span style="font-size: small;"></p>
<div id="attachment_3225" class="wp-caption alignleft" style="width: 142px"><a href="http://www.sav.org.ar/wp-content/uploads/2011/06/Foto-Prof.-Paulo-Pontes.jpg"><img class="size-large wp-image-3225    " title="Foto Prof. Paulo Pontes" src="http://www.sav.org.ar/wp-content/uploads/2011/06/Foto-Prof.-Paulo-Pontes-680x1024.jpg" alt="" width="132" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Dr. Paulo Pontes</p></div>
<p>Entrevista al Profesor Dr. Paulo Pontes</p>
<p></span></strong></p>
<p>Como un adelanto de su presencia en el IV Congreso Latinoamericano de Laringología y Fonocirugía, a realizarse en Buenos Aires los días 25 y 26 de junio, el Profesor Dr. Paulo Pontes se refirió acerca de las alteraciones estructurales mínimas de la laringe.</p>
<p style="text-align: justify;">El Profesor Dr. Paulo Pontes es una figura de prestigio internacional en ORL, especialmente en el área de la Laringología y Fonocirugía. La entrevista fue realizada por el Dr. Gustavo Korn, renombrado profesional que lamentablemente no podrá asistir al Congreso pero que estará presente a través de este aporte periodístico. El reportaje fue publicado, a fines de 2010, en el sitio Web de la Academia Brasilera de Laringología y Voz (<a href="http://www.ablv.com.br">www.ablv.com.br</a> ) en la sección: <strong>Espaço do Especialista</strong>. Gracias al Dr. Korn y al Profesor Pontes es posible que la entrevista esté hoy a disposición de todos los suscriptores de nuestro Newsletter. La SAV agradece profundamente este gesto desinteresado del Dr. Korn y del Profesor Pontes.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Entrevista com o professor Paulo Pontes<br />
Alterações Estruturais Mínimas</p>
<p style="text-align: justify;">
<strong>Dr. Gustavo Korn (Dr.GK): -Existe voz normal? O que é a voz adaptada?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. Paulo Pontes (Dr. PP):</strong> -A voz como função é muito abrangente; engloba além das características acústicas todo o processo de sua produção que envolve diferentes órgãos e o que a torna amplamente variável. É uma situação ímpar, pois todas as demais funções do nosso organismo tem limites bem definidos. Preferimos utilizar o termo Eufonia no lugar de voz normal, em contraposição à Disfonia, que significa presença de qualquer dificuldade na emissão vocal e/ou da percepção de desvios nas características acústicas. Quando as condições de fonação não são as ideais para um determinado uso de voz, mas consegue-se suplantá-las, designamos adaptada a esta voz, e como tudo que é adaptado é menos resistente às variações das solicitações.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. GK: -Como nasceu o conceito de Alterações Estruturais Mínimas (AEM)?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. PP:</strong> -O conceito de AEM é recente, mas suas bases foram apontadas em meados do século XX por autores alemães que notaram variações nas formas das pregas vocais relacionadas com disfonias. Como estas variações eram pouco notadas pelos recursos disponíveis na ocasião, julgaram tratar-se de malformações ou anomalias e as designaram malformações laríngeas menores ou anomalias laríngeas mínimas.<br />
Com o advento da microcirurgia e do uso das fibras ópticas permitindo melhor análise da morfologia verificou-se que estas variações não eram tão raras e percebeu-se também que estas variações muitas vezes estavam associadas, inclusive com variações na forma da laringe, como as assimetrias; também temos que levar em consideração as alterações relativas ao gênero e idade. Faltava, portanto um termo para designar estas alterações, que na realidade não são malformações, mas variações anatômicas. Desta forma, para preservar a contribuição dos primeiros autores, apenas trocamos os termos “malformações” ou “anomalias” por “alterações estruturais” e em conseqüência surgiu “alterações estruturais mínimas”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. GK: -O que são as AEM e como elas se dividem?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. PP:</strong> -AEM são variações anatômicas da laringe que só interferem na voz preservando suas funções vitais. Nós classificamos as AEM em três grupos: as assimetrias, as variações da proporção glótica e as alterações de cobertura. Quanto às assimetrias, estas refletem as diferenças entre as duas metades da laringe que influenciarão na função fonatória de diversos modos como presença de fenda e de assimetrias de amplitude e fase; geralmente ela está associada às AEM de cobertura. As variações da proporção glótica, na quase totalidade estão relacionadas ao gênero e idade. Apesar de fisiológica ela irá interferir no processo vocal, inclusive nos tipos de lesões secundárias. As AEM de cobertura são modificações na constituição do que hoje é conhecido como cobertura, ou seja, são variações que são diagnosticadas na avaliação clínica e não nas análises histológicas. Podem variar desde condições inadequadas para o aparecimento da onda mucosa até modificações que assumem formas definidas nas pregas vocais; as primeiras denominamos AEM indiferenciadas e as segundas AEM diferenciadas.<br />
Nas diferenciadas temos os sulcos, os cistos, as pontes de mucosa e os microdiafragmas. Os sulcos, por sua vez, apresentam-se com formas distintas, isto é, a depressão que formam nas pregas vocais podem ter suas superfícies em contato, aos quais denominamos sulcos estrias menores, independentemente da profundidade ou extensão, ou ter as superfícies afastadas e os denominamos sulcos estrias maiores e, por fim, podem criar um espaço no interior das pregas vocais e os identificamos como sulcos bolsas. Os cistos epidermóides são restos de epitélio da cobertura que ficam aprisionados no interior da prega vocal e quando traumatizados respondem com descamação formando uma lesão secundária, adquirindo a forma clássica arredondada e esbranquiçada.<br />
Geralmente estas AEM de cobertura vem acompanhadas de trajetos anômalos dos vasos, que designamos vasculodisgenesias para diferenciá-los de ectasias e varizes, que são lesões secundárias.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. GK: -A pessoa nasce com AEM? Por que apresenta alteração da qualidade vocal em alguns casos na fase adulta?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. PP:</strong> -As AEM sempre são congênitas, mas podemos ter sulcos e cistos adquiridos, que são secundários a um transtorno primário. A maioria das AEM se manifesta na fase adulta, quando o uso da voz é mais intenso ou exige melhor desempenho, ou então quando ocorrem lesões secundárias que farão aflorar os sintomas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. GK: -Qual é a conduta em criança com AEM e alteração da qualidade vocal?  Como a muda vocal pode interferir no momento do tratamento?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. PP</strong>: -A conduta nas AEM em crianças é a mesma da dos adultos, com a vantagem de que a lâmina própria ainda não estando totalmente estratificada, ajudará no processo cicatricial da correção. A muda vocal geralmente interfere de modo expressivo na involução dos nódulos vocais nos meninos devido à modificação do padrão laríngeo de infantil (semelhante ao feminino) para o adulto, que é percebido pela variação de proporção glótica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. GK: -Sulco estria menor: quando manipular? Em que situação deve-se realizar remoção, cordotomia, ou microdebridamento de lábio inferior?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. PP</strong>: -O sulco estria menor é sem dúvida a AEM de cobertura mais freqüente, porém pouco diagnosticada. Na maioria das vezes ele é percebido pela presença de lesões secundárias e destas o edema de lábio inferior é a mais comum. Geralmente a fonoterapia na busca da adaptação é a melhor conduta, mas quando o edema não tem condições de regredir fazemos seu esvaziamento evitando deixar áreas descobertas. Nestas condições podemos desepitelizar o sulco e recobrir a área com o retalho mucoso que se cria com o esvaziamento do edema. Em caso de dúvida é melhor não manipulá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. GK: -Sulco estria maior: quais as opções cirúrgicas? E o papel do franjeamento externo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. PP</strong>: -O sulco estria maior pode receber cuidados desde fonoterapia até cirurgias não conservadoras, na dependência da fenda, da onda mucosa e da elasticidade da prega vocal. Para os sulcos menos extensos com preservação parcial da onda e da flexibilidade está indicada fonoterapia. Nos casos de fendas amplas, mas com flexibilidade de cobertura ficam indicados os implantes de fáscia ou gordura, bem como tireoplastia I. Nos casos de grandes fendas, ausência de onda mucosa e pouca flexibilidade está indicada a técnica de franjeamento externo ou “slicing technique”, que atua no sentido de corrigir estes três desvios.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr.GK: -Qual o papel do franjeamento interno? Quando se usa?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. PP</strong>: -Realizamos o franjeamento interno quando há predomínio de rigidez de lábio inferior do sulco, ou cicatrizes que causam grande fibrose subepitelial. Nos casos mais intensos associamos implante de gordura para preencher os espaços entre os fragmentos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. GK: -Ponte de mucosa e vasculodisgenesia: quando manipular?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. PP:</strong> -A ponte de mucosa raramente causa sintoma expressivo na voz; geralmente ela é responsável por lesões secundárias como leucoplasias, pólipos e granulomas na parte membranácea da corda vocal. Se a sua posição não interfere na área da onda mucosa e é de pequeno volume poderá ser removida, mas se participa do processo vibratório deverá ser mantida utilizando-se a técnica de fixação que consiste na desepitelização de sua face cordal e do corpo da prega vocal em que está em contato com a ponte. Quanto à vasculodisgenesia, ela por si só não causa alterações, são as AEM que produzem disfonia. Assim não se deve manipulá-las.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. GK: -Cisto epidermóide: quando manipular?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. PP:</strong> -O cisto epidermóide deve ser manipulado sempre que seu volume e posição interferirem na coaptação glótica e no processo vibratório.<br />
Muito freqüente é encontrarmos pequenos cistos na profundidade da prega vocal sem as condições anteriormente citadas; nestes casos geralmente a disfonia é decorrente de outras alterações da estrutura da cobertura que acompanham os cistos; nestas condições é aconselhável não remover os cistos com risco de gerar fibroses e piorar a voz.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. GK: -Quais são as considerações para profissionais da voz?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dr. PP:</strong> -AEM não deve ser impedimento para o uso profissional da voz. Ela pode se adaptar naturalmente ou por fonoterapia, ou então, corrigida por cirurgia.</p>
<table style="background-color: #cccccc; border-width: 0px; border-color: #000000;" border="0" frame="box">
<tbody>
<tr>
<td><strong>Quién es quién</strong><br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>Dr. Gustavo Korn:</strong><br />
Doutor pelo Departamento de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade Federal de São Paulo.<br />
Diretor de Comunicação da Academia Brasileira de Laringologia e Voz.</p>
<p><strong>Dr. Paulo Pontes:<br />
</strong>Professor Titular pelo Departamento de Otorrinolaringologia e  Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Universidade Federal de São Paulo<br />
Diretor Acadêmico do Campus São Paulo -  Universidade Federal de São Paulo.</td>
</tr>
</tbody>
</table>

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		<title>Entrevista exclusiva a Susana Rinaldi, Madrina de la Sociedad Argentina de la Voz</title>
		<link>http://www.sav.org.ar/entrevista-exclusiva-a-susana-rinaldi-madrina-de-la-sociedad-argentina-de-la-voz/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 00:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>autor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
“Tengo una concentración especial, mido las palabras del lenguaje”
Cuando parecía que el tango moría, la voz de Susana Rinaldi lo llevó a cuatro continentes, dándole vida. En muchos lugares del mundo, su imagen es la del tango. Aquí, sabemos de su calidad interpretativa inigualable, que le ha permitido abordar el género clásico con la [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #186ac5;"><strong> </strong></span></p>
<div id="attachment_1045" class="wp-caption alignleft" style="width: 145px"><strong><a href="http://www.sav.org.ar/wp-content/uploads/2010/02/SRinaldi-e1279771426820.gif"><img class="size-full wp-image-1045" title="SRinaldi" src="http://www.sav.org.ar/wp-content/uploads/2010/02/SRinaldi-e1279771426820.gif" alt="" width="135" height="206" /></a></strong><p class="wp-caption-text">Susana Rinaldi, Madrina dela SAV.</p></div>
<p><strong>“Tengo una concentración especial, mido las palabras del lenguaje<span style="color: #186ac5;">”</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Cuando parecía que el tango moría, la voz de Susana Rinaldi lo llevó a cuatro continentes, dándole vida. En muchos lugares del mundo, su imagen es la del tango. Aquí, sabemos de su calidad interpretativa inigualable, que le ha permitido abordar el género clásico con la misma soltura que el tango. Ella ha acercado nuestra música ciudadana a nuevas generaciones a través de sonidos electrónicos; a amantes de la “música culta” a través de su voz elegante, y al mundo desde sus espectáculos de alma porteña. Quién mejor que ella para hablar del amor por la excelencia, del compromiso, del tesón.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>¿Qué formación le parece que tiene que tener un cantante popular?</strong><br />
Una formación total. Tiene que interiorizarse en el mundo de la literatura, de la misma manera que se interioriza en la música. Sería maravilloso que haya llegado a lo popular, viniendo de lo clásico.<br />
<strong><br />
¿Usted viene de lo clásico?</strong><br />
Si, vengo de lo clásico. Hubiera querido ser una buena cantante de cámara. La escuela alemana de canto que yo he tenido me ha servido mucho como disciplina vocal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>La escuché cantar música de cámara, acompañada por Bruno Gelber&#8230;<br />
</strong>Si, ese evento fue organizado por <strong>Valenti Costa</strong> que era quien estaba a cargo de la wagneriana en aquel entonces. Fue una gran sorpresa para todos que yo quisiera cantar los lieders de <strong>Schumann</strong> y <strong>Brahms</strong>, y que <strong>Bruno Gelber</strong> se uniera a la música popular. Valenti Costa decía que nunca en la historia de la wagneriana había habido una receta de boletería tan alta como la que hubo en esa oportunidad. Fue una experiencia notabilísima. Eso sucede cuando uno estudia, se perfecciona, trabaja desde la música clásica y a partir de la música clásica.<strong> </strong>.<br />
Sí, pero estudié muchísimo.<br />
<strong><br />
Si pero también usted tiene gran talento&#8230;</strong><br />
Creo, como creía <strong>Piazzola</strong>, que no es talento; es trabajo, constancia, perseverancia. Yo diría casi el empecinamiento que uno pone. Pensar la voz pequeñita que yo tenía cuando comencé a estudiar en el <em>Conservatorio Nacional de Música</em>. Yo era una cantante afinadita. Mi voz era chiquita y creció muchísimo. Pero sin duda el estudio y el trabajo tienen mucho que ver en eso. <strong>Susana Naidich</strong>, como profesora mía, puede dar fe de esto que estoy diciendo.<br />
Cuando estaba cantando en la <em>“Botica del Ángel”</em> de <strong>Bergara Leumann,</strong> Susana vino a decirme que si no aprendía a cantar me iba a quedar sin voz y que cualquier cosa que necesitara, ella estaba a mi disposición. En ese momento, la odié y pensé: ¿quién es esta mujer que me dice esto?.<br />
<strong><br />
¿Hasta donde se puede emocionar uno sin llegar a que se le quiebre la voz?</strong><br />
La emoción no es un toque del momento que se da por casualidad. La emoción es un pensamiento puesto alrededor de lo que se dice y de la historia que uno cuenta. Puedo emocionarme muchísimo y no llorar por eso. Estoy concentrada en lo que te estoy dando, en lo que te estoy brindando, en el significado y en el sentimiento que se esconde detrás de lo que te estoy diciendo. Tengo una concentración especial, mido las palabras del lenguaje. No por eso doy la historia de manera estudiada para siempre. Es decir, no siempre de la misma forma. A mí me determina para la emoción un personaje en la platea diferente, que de pronto me provoca una llamada de atención. Al cual yo inconscientemente dirijo la historia que estoy contando.</p>
<p style="text-align: justify;">Y cuando se tienen las condiciones suyas, no cualquiera puede cantar clásico y popular con la idoneidad que usted lo hace..</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>¿Esa persona la transforma?<br />
</strong>Sí, tiene mucho que ver con la energía, con la manera con que nosotros manejamos nuestra propia energía. No sólo para el afuera sino también internamente. Por eso te digo que un cantante debe prepararse en todos los aspectos. Todo debe estar en función de contar lo que se canta, decir lo que se dice y por qué se dice. La connotación social, política y cultural que tiene esa obra que nosotros extraemos de nosotros mismos y damos y entregamos al otro. Todo esto tiene que ver con la emoción. A mí me emociona como el primer día cantar <em>“Siempre se vuelve a Buenos Aires”</em> pero existe una connotación anterior en mi historia. En mi historia personal de desarraigo, de haber vivido extranjería, de ver a tantos que se quedaron fuera de casa y nunca más volvieron. Todo eso, uno no lo puede desprender, hacerlo a un lado y cantar <em>“Siempre se vuelve a Buenos Aires” </em>como si estuviera recitando la tabla del tres.<br />
<strong><br />
¿Considera que la emoción es diferente en el canto clásico y en el canto popular?</strong><br />
Lo que siento es que en el canto clásico está todo demasiado estudiado y pautado. No dejan nada librado a la improvisación, salvo aquellos grandes. Todo depende de la batuta de un director. No se puede estar cantando una romanza maravillosa, pendiente de la batuta de un director y no mirándose internamente a uno mismo. Hay melodías maravillosas en el canto clásico, y a veces cantan y no las aprovechan. A algunos cantantes se los ve tan estructurados, tan pendientes de demostrar sus espléndidas voces. Pero por espléndidas que sean sus voces, terminan de cantar y yo pienso&#8230; ¿y?. En cambio, uno escucha cantar a Plácido Domingo y se nota que tiene un vuelo musical. Está acostumbrado a trabajar el cuerpo, conoce y habla bien los idiomas, sabe traducir y respetar cada idioma en los que canta. Y al mismo tiempo sabe manifestarse como un actor incomparable. Creo que hay muchas cosas que le están pidiendo a gritos a un cantante clásico que deje de lado lo estructurado, esa paquetería de su cuerpo. Porque es un envaramiento el que tienen. Mucho más en el caso de los varones que las mujeres. Recuerdo el gran cantante que era Alfredo Kraus, era maravilloso. Era un señor que podía cantar cámara y ópera con la misma dignidad, la misma fuerza y la misma belleza. Pero también tenía una gran preparación. Callas era una gran actriz dramática. En uno de sus últimos recitales en París, entró al escenario, imponente con una capa roja y envolvió el escenario con su capa. Era una mujer consumida por los nervios, se descomponía, tenía pánico escénico sin embargo, cuando subía al escenario era imponente.<br />
<strong><br />
¿Cree que todo cantante sufre pánico escénico? </strong><br />
No, no. Me pongo muy nerviosa naturalmente pero después empiezo a aflojar por algo que dije o por algo que pasó.<br />
<strong><br />
¿Como se cuida la voz?</strong><br />
De todas maneras. En lo que como, en lo tomo. En las gárgaras que me hago y en las homeobox que llevo conmigo siempre en la cartera.<br />
<strong><br />
¿Tiene alguna rutina de vocalización?</strong><br />
No, no soy ordenada a tal punto. Sí sé, y lo enseño. Se que el cuerpo tiene que estar preparado para que las cuerdas vocales no se perjudiquen, no se inflamen. Todo el organismo apoya o defectúa el funcionamiento de las cuerdas vocales. Si un cantante toma alcohol o fuma, simplemente se está suicidando. Está matando su voz. Está atacando el órgano fundamental que le da razón de ser.<strong> </strong><br />
Si, por supuesto, es absolutamente necesario porque sino te quedas afónica por mejor colocada que tengas la voz. Además de hacer un calentamiento previo y tengo en cuenta la distribución del repertorio que voy a hacer.</p>
<p style="text-align: justify;">¿Vocaliza antes de una función?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>¿Qué hizo que usted se vuelque al tango?</strong><br />
Uh, desde que nací. Dice mi mamá que tenía cuatro años y que cantaba “La Morocha”. Yo estuve metida en la música desde muy chica. A mamá le gustaba el tango pero, curiosamente, a papá le gustaba Vivaldi. Ambos tenían formaciones muy diferentes. Los dos me pasaron el mandato y lo cumpl,í un poco para cada uno.</p>
<p style="text-align: justify;">Conozca más sobre Susana Rinaldi:<br />
<a href="http://www.latanarinaldi.com.ar/" target="_blank"><span style="color: #3399cc;"><strong>http://www.latanarinaldi.com.ar</strong></span></a><br />
<strong>Por</strong> <a href="http://www.sav.org.ar/nuevo_sitio_sav/sacheri.php">Soledad Sacheri</a><br />
<a href="mailto:sacheri@sav.org.ar">sacheri@sav.org.ar</a></p>

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		<title>Charla entre dos grandes!!!!!!!</title>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 03:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>autor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>

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		<description><![CDATA[




Pocas veces podemos asistir a una charla entre dos grandes,
por eso esta entrevista realizada por Susana Naidich
a Mara Behlau tiene esa magia.

SN: ¿Cómo encontraste tu vocación en la fonoaudiología?
MB: Encontré mi vocación al haber percibido, desde pequeña, que la comunicación era una cuestión central en mi vida. Una buena comunicación, además de ser un gran [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.sav.org.ar/wp-content/uploads/2010/05/susi-y-mara.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1188" title="susi y mara" src="http://www.sav.org.ar/wp-content/uploads/2010/05/susi-y-mara.jpg" alt="" width="510" height="206" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Pocas veces podemos asistir a una charla entre dos grandes,</p>
<p style="text-align: center;">por eso esta entrevista realizada por Susana Naidich</p>
<p style="text-align: center;">a Mara Behlau tiene esa magia.</p>
<p style="text-align: left;">
<p>SN<strong>: </strong>¿Cómo encontraste tu vocación en la fonoaudiología?</p>
<p>MB: Encontré mi vocación al haber percibido, desde pequeña, que la comunicación era una cuestión central en mi vida. Una buena comunicación, además de ser un gran instrumento de éxito profesional y personal, puede ser un gran instrumento de salvación en situaciones de crisis.<br />
Con todo, mi interés cuando joven era muy amplio y la única certeza que tenía era que mi futuro involucraría gente, de preferencia algún tema en el área de la salud y que pudiese tener una relación con las artes.</p>
<p>SN: Tus maestrías fueron dirigidas por grandes investigadores internacionales. ¿Los elegiste o fueron designados por becas y subvenciones?</p>
<p>MB:Nunca tuve miedo de hacer pedidos y decir que puedo devolver algo de retorno, siempre tuve un “networking” y mantuve esa red de relación humana siempre activa, aún en situaciones de grandes conflictos personales.<br />
Hice contacto directo con los grandes nombres internacionales pidiendo permiso para estudiar con ellos.<br />
Como mi condición económica era limitada, obtuve becas de estudio en Brasil, de las agencias que fomentan la investigación y enseñanza (Capes, CNPq y FAPESP) que aún siendo pequeñas, garantizan lo mínimo indispensable para que pudiese investigar y obtener título.</p>
<p>SN: Siendo las posibilidades de la fonoaudiología tan amplias ¿qué te interesó en particular para abordar los problemas vocales?</p>
<p>MB: Mi primer área de interés fue la audiología, dado que el aspecto auditivo de comunicación humana es un desafío y profundamente interesante. Por lo tanto el área de la voz tenía una atracción mayor; permitía una interrelación entre salud y las artes, y además de eso, posibilitaba la actividad en cualquier lugar del mundo, aún cuando mi vocabulario fuese muy limitado. Como yo buscaba una posición internacional, esta era mi meta más importante y tuve gran valor para tomar mi decisión.</p>
<p>SN: ¿Tu pasión por tu trabajo te impidió cumplir con tus roles familiares?</p>
<p>MB: Mi pasión por mi trabajo seguramente interfirió en mis relaciones afectivas con mis compañeros y con mi hijo.<br />
Todos fueron marcados en mayor o menor grado por mi relación visceral con la fonoaudiología, en la enseñanza, en la investigación, en la atención clínica y en los cargos ejecutivos de las diversas sociedades nacionales e internacionales en las que contribuí. Esa interferencia, esa marca, tiene con certeza dos fases, una positiva (de orgullo por mi trayectoria y reconocimiento por mis conquistas) y una negativa (de frustración por mis ausencias y preocupación por mi sobrecarga). Mi familia no quedó ajena a esta mi pasión, y en verdad, contribuyó enormemente para mi éxito.<br />
Ya me perdoné la culpa de algunas ausencias. Pero entonces me dedico en algunas semanas yendo al supermercado a las once de la noche para comprar “mimo” que demuestre que estoy presente.<br />
Aparte de esto y sin colocarme en una posición defensiva, no conozco a nadie que se haya destacado genuinamente, sin un gran esfuerzo de vida personal.</p>
<p>SN: ¿Qué consejos darías a las nuevas fonoaudiólogas para ahondar en algún área de las muchas que ofrece la profesión?</p>
<p>MB: La fonoaudiología ha ampliado su área de práctica que hoy hay espacio para los jóvenes profesionales que son más tecnológicos y para aquellos que prefieren  el elemento humano de la especialidad.<br />
Es una profesión maravillosa que nos permite ver el mundo con mejores ojos y oídos. Por ello, una elección precoz puede ser muy difícil cuando no se tiene una competencia o capacidad especifica. La mayor parte de las veces vale la pena permitirse experimentar, hacer un poco de todo, sentirse y percibir por donde la resonancia humana es más densa. Cuando hacemos lo que nos gusta lo hacemos mejor, y tenemos más resistencia para soportar las dificultades y trabas del camino. Una sugestión que me gustaría hacer es que desde temprano los colegas se involucrasen con las instancias de representación profesional o científica del área, como asociaciones científicas o de clase.<br />
Prácticamente desde que me formé estoy involucrada con las sociedades brasileras e internacionales, que me dieron poder (empowerment) y se transformó en un gran incentivo propulsor para obtener mi objetivo. A mi actuación en el cuerpo directivo de The Voice Foundation – TVF Internacional Association of Logopedies and Phoniatries – IALP y Sociedad Brasilera de Fonoaudiología – (SBFa) ofresióseme otra dimensión de participación en los caminos de Fonoaudiología. Eso contribuyó para identificar cuando las dificultades eran mías, del momento histórico que vivía nuestro país o nuestra profesión.<br />
Particularmente IALP implicó un entrenamiento de tolerancia multicultural sin igual. En IALP (Mara es la Presidenta de la Asociación Internacional de Foniatría) tuve oportunidad de “reinventarme”, de frustrarme, de abusar de mis límites y recibir confianza de mis pares, algunos de los cuales no tenían ni idea de que existimos y trabajamos en sud-américa.</p>
<p>SN: ¿Qué utilidades das a las medidas objetivas (laboratorio de voz): investigación o también aspectos terapéuticos?</p>
<p>MB: Yo no consigo disociar la práctica clínica de las medidas acústicas. Ellas no son tan poderosas, como tal vez nos gustaría que fuesen, pero representan una guía importante en la evaluación de la función vocal, ofreciendo datos fisiológicos interesantes.<br />
Los especialistas generalmente concentran sus esfuerzos en la comprensión de correlación auditiva – acústica, pero la principal correlación a ser explorada es entre la dimensión acústica y la producción vocal. Esa es la principal contribución.<br />
Hoy existe una serie de programas de bajo costo disponibles gratuitamente por Internet que desempeña adecuadamente esa función.</p>
<p>SN: ¿Esas medidas también te sirven para reeducar problemas? ¿Para rehabilitar voces de cantantes usas partituras o sólo lo hacen los pacientes?</p>
<p>MB: Me gusta simplificar la atención y entendimiento y uso del lenguaje que es de mayor e inmediata comprensión para el paciente. Puedo agregar diversas estrategias, pero siempre dejo claro que mi objetivo es la salud vocal, y en los casos de profesionales con alto riesgo de disfonía, es implementar estrategias para aumentar la resistencia y no comprometer el resultado vocal.<br />
En los últimos quince años pasé a dedicarme al área Competencia Comunicativa en el mundo corporativo; hice varios cursos y actuar en esa perspectiva de comunicación profesional me ha dado una enorme satisfacción con resultados concretos.<br />
Cuanto más elevada es la posición profesional, será menos exigido en términos de competencia técnica y más en competencia de relación. La comunicación es un elemento central en ese proceso y puede aún desarrollarse.</p>
<p>SN: ¿Qué experiencias has acumulado durante el ejercicio de la presidencia de IALP? ¿Has logrado “aggiornar” los conceptos de los más antiguos miembros?</p>
<p>MB: La IALP me trajo mucha madurez para aceptar las diferencias entre las personas y comprender las razones desde la óptica del otro.<br />
Muchas veces las discusiones entre los directores son intensas, principalmente porque en esta última década la asociación está pasando por una profunda transformación. Capitaneada inicialmente por el medico holandés Harm Schutte, que tuvo el coraje de rever toda la estructura legal y de registro de sociedades, seguido por la fonoaudióloga estadounidense Dolores Battle, un dínamo poderoso que trajo su experiencia de presidente de ASHA para modernizar la IALP. Actualmente esta transformación recae en mi responsabilidad, con el apoyo de cualidades incuestionables.<br />
Trabajo para la IALP ad honores, entre dos y tres horas diarias, y reconozco que ese trabajo me mejoró a mi misma, trajo la visión internacional a la fonoaudiología brasilera, aumentando las posibilidades para los fonoaudiólogos brasileros en el exterior. ¡Es maravilloso formar parte de este proceso!</p>
<p>SN: ¿Cómo organizarás el encuentro del 2010 al terminar tu presidencia?</p>
<p>MB: El Congreso de IALP será en Atenas y siento a los griegos mucho más próximos a nosotros en diversos aspectos de comportamiento. Es un enorme desafío. Los intereses muchas veces pueden parecer conflictivos entre los organizadores, las necesidades a ser contempladas parecen muchas veces insuperables, pero cuando vi., hace un mes, que más de cincuenta países enviaron trabajos para ser presentados como temas orales libres, posterga o cursos, me sentí recompensada. Brasil fue el país con mayor número de trabajos (más que Estados Unidos y Grecia, lugar del evento), seguramente la calidad de todos los estudios no será excelente, pero esa es la oportunidad que ofrecerá a los brasileros a exponerse a una audiencia internacional y servirá también como inspiración para países que enfrentan dificultades mayores que las nuestras.<br />
¡Me siento como la madre de la novia! Además de eso el área de “Educación en Fonoaudiología” recibió más de sesenta trabajos, lo que da pautas de la preocupación mundial con el profesional que ofrecemos al mercado. Estar agotada con la dimensión del trabajo y emocionada con sus resultados es casi una vivencia semanal en la IALP.</p>
<p>Quiere aún compartir que en breve saldría un nuevo documento sobre fonoaudiología en el mundo, resultado del comité de educación, coordinado por la Fonoaudióloga Dra. Lilly Cheng.<br />
Ese documento me produjo un fuerte impacto, y espero que todos reflexionen sobre su contenido y que sea útil para los nuevos cursos de fonoaudiología.<br />
El material producido es consistente, coherente e independiente de la realidad en que vivimos.<br />
Aún tendré tres años más en IALP, como ex – presidente, sirviendo de apoyo, de modo particular a la nueva presidenta Dra. Tanya Gallagher, fonoaudióloga estadounidense.<br />
Una de mis funciones principales será la de coordinar la participación de sociedades afiliadas, que hoy son cincuenta y ocho. Este será otro desafío interesante.<br />
La experiencia de IALP me dio coraje para usarla en la presidencia de la sociedad brasilera, la SBFa. De manera que desde el 4 de Enero de 2010 soy presidente y como sé cuán difícil es ser héroe en su propia casa, me debo dedicar con atención redoblada para ofrecer un trabajo digno a mis pares.</p>
<p>SN: Muchas gracias Mara, fue un placer.</p>
<p>MB: Agradezco la oportunidad de compartir mis sentimientos y mis percepciones, seguramente parciales, pero verdaderas para mi corazón, con los colegas de Argentina que tanto me han prestigiado.<br />
Éxito y larga vida a la SAV.<br />
Mara Behlau</p>

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		<title>Entrevista al Dr. Jesus Luis Barbon</title>
		<link>http://www.sav.org.ar/entrevista-al-dr-jesus-luis-barbon/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 15:40:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>autor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[
 Como un adelanto del 62º Congreso Aniversario 
 de  la Federación Argentina
 de Sociedades de  Otorrinolaringología  (F.A.S.O.)
 entrevistamos a su Secretario General 
Dr. Jesús Luis Barbón.
Dra. Iris Rodríguez: ¿En qué año asumiste como Secretario General a la FASO ?
Dr. Luis Barbón: En marzo de 2.006. Mi período finaliza en marzo de [...]]]></description>
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<p><strong> Como un adelanto del 62º Congreso Aniversario </strong></p>
<p><strong> de  la Federación Argentina</strong></p>
<p><strong> de Sociedades de  Otorrinolaringología  (F.A.S.O.)</strong></p>
<p><strong> entrevistamos a su Secretario General </strong></p>
<p><strong>Dr. Jesús Luis Barbón.</strong></p>
<p>Dra. Iris Rodríguez: ¿En qué año asumiste como Secretario General a la FASO ?</p>
<p>Dr. Luis Barbón: En marzo de 2.006. Mi período finaliza en marzo de 2.010</p>
<p>I.R. ¿Cómo encontraste la Institución?</p>
<p>L.B. En general, la encontré totalmente organizada. Quizá, lo que le faltaba era que todo aquello que ya estaba organizado funcionara como se había previsto. Evidentemente a comienzos de ésta década hubo anarquía en la FASO y llevó mucho tiempo volver a organizarla como Institución. Tal vez ese tiempo fue utilizado para esbozar los proyectos, pero no para llevarlos a cabo. Nosotros tampoco terminaremos completamente con ellos, pero sí hemos avanzado con muchos.</p>
<p>I.R. ¿Cuáles son los objetivos de la Federación en estos momentos?</p>
<p>L.B. En principio, tenemos la parte organizativa de todas las Sociedades que integran la FASO. Esto era fundamental porque con las circunstancias que atravesó el país eso se había desorganizado, existiendo sociedades que no cumplían con todos los requisitos legales como para tener personería jurídica. Lo que buscamos ahora es que todas las sociedades lo hagan. También hemos hecho reestructuraciones en la modalidad de los Congresos que realiza la Institución. Por ejemplo, el Congreso Argentino será eminentemente con y para los argentinos, es decir donde podamos compartir nuestra producción científica. Y el Congreso Aniversario de la FASO será Internacional, Ej: Congreso ítalo o hispano-argentino. Allí los argentinos participaran en forma activa, aunque en un rol secundario, ya que las conferencias quedaran en mano de los invitados extranjeros, mientras que las mesas redondas estarán coordinadas por argentinos, pero integradas por visitantes del exterior. Por otro lado, aquellos que visitan nuestra página en Internet verán que la misma se ha renovado. Hay un programa de educación continua, cursos, la biblioteca virtual con más de 64 revistas internacionales con la posibilidad de acceder a trabajos publicados en las mismas.</p>
<p>I.R. ¿Cómo hace el médico para acceder a todo esto?</p>
<p>L.B. Todo médico que está asociado a una Sociedad que es filial de la Federación tiene un código para acceder y entrar libremente a la página sin ningún costo.</p>
<p>I.R. ¿Cuáles son las actividades que lleva adelante la FASO?</p>
<p>L.B. Hemos seguido adelante con la regionalización para facilitar los programas de educación a distancia y los cursos itinerantes. De esa manera se puede organizar mejor y cubrir todo el país.</p>
<p>I.R. ¿De esta forma la Federación llegaría a todos los ORL del país?</p>
<p>L.B. Exacto. Buscamos la integración en la FASO de todos los médicos ORL argentinos. Trabajamos también a través de la Secretaría gremial. De esta forma podemos defender más los derechos de todos los ORL. Eso da mucho trabajo. La gente dedicada a esto le pone mucho empeño y lo hace juntamente con AOCBA.</p>
<p>I.R. ¿En que consiste la remodelación del edificio de la FASO?</p>
<p>L.B. Esto obedece a cumplir con la reglamentación de todo edificio público con respecto a la seguridad. En este momento, la estructura esta terminada, sólo faltan algunas pequeñas cosas de finalización de obra. Reacondicionamos las aulas de acuerdo a la reglamentación vigente, hemos implementado un área para montar un laboratorio de investigación y cirugía. Esto tendrá dos variantes: enseñanza para los residentes y cursos de perfeccionamiento.</p>
<p>I.R. ¿Cuándo crees que estaría terminada esta refacción?</p>
<p>L.B. Aproximadamente en dos meses.</p>
<p>I.R. ¿De dónde salieron los recursos económicos para refaccionar el edificio?</p>
<p>L.B. Surgieron de los eventos que organiza la Federación sumado al aporte de los médicos. Los médicos pueden ver que el pequeño aporte que hacen se ve reflejado en las obras y en nuestros servicios.</p>
<p>I.R. Sabemos que este año, en el 62º Aniversario de la FASO, se llevará a cabo un Congreso muy importante y con temas convocantes. ¿Qué nos podrías decir de este Congreso?</p>
<p>L.B. Surgió en el Comité Ejecutivo como algo novedoso. Los Congresos versan sobre temas actuales, sobre avances tecnológicos, avances en procedimientos quirúrgicos, y hemos dejado de lado algo que resulta muy importante en nuestra actividad, como es la patología ORL de las personas de la tercera y cuarta edad<br />
En realidad, es un doble problema; porque es algo nuevo y porque tal vez no hay conciencia ni capacitación para enfrentar este tipo de afecciones nuevas. Digo “nuevas” porque antes la gente vivía menos y estos problemas no se veían con la frecuencia actual. Hoy es común ver a pacientes con más de 70 años y que, obviamente merecen tener una buena calidad de vida. Entonces en esta expectativa de vida que se ha alargado aparecen patologías desconocidas que abarcan toda el área otorrinolaringológica, pero tal vez las más afectadas son la otológica y la faringolaringológica. Es por eso que haremos este Congreso que se llevará a cabo los días 26, 27 y 28 de noviembre de 2009 en el Hotel Costa Galana de Mar del Plata.</p>
<p>I.R. ¿Qué lugar te parece tiene el estudio de la Voz en todos sus aspectos dentro de la otorrinolaringología actual?</p>
<p>L.B. Los disturbios de la Voz en la sociedad moderna se han incrementado. La Voz hasta hace poco era considerada solo un medio de comunicación entre las personas. Pero hoy es también utilizada como herramienta de trabajo con el agravante que hay una falta de preparación para trabajar con ella. Por eso la voz enferma. Siempre les digo a los pacientes que tienen una actividad intensa con la Voz que deben prepararse para trabajar con ella y les ejemplifico esto diciendo que el saber andar en bicicleta no significa que uno pueda correr la Doble Bragado, porque el 90% se quedaría en el camino. Por eso así como el corredor de bicicleta debe hacer una preparación permanente para lograr el objetivo el individuo que usa sus cuerdas vocales como herramienta de trabajo tiene que hacer un entrenamiento exhaustivo y un perfeccionamiento en todos los componentes de la Voz para trabajar con ella y no enfermar.</p>
<p>I.R. ¿Crees que haber sumado la Sociedad Argentina de la Voz como Sociedad adherente a la FASO es importante para la Institución?</p>
<p>L.B. Por supuesto!!!. En este momento, más todavía, porque como dijimos antes hoy en día hay mucha gente que usa la voz para trabajar y la S.A.V. se dedica justamente al estudio y prevención de los disturbios de la Voz con lo cual hace un gran aporte a toda la comunidad médica y a toda la sociedad</p>
<p>I.R. ¿Qué reflexión podrías acercar a los ORL jóvenes y a las fonoaudiólogas que recién se inician en esta actividad?</p>
<p>L.B. Siempre hubo una orientación en la formación de los ORL dirigida a la patología rinosinusal, a la otológica y, en el caso de los que se orientaron hacia la patología de la laringe lo hicieron esencialmente hacia la patología orgánica, no hacia la funcional. Tal vez porque no existían medios para estudiar la funcionalidad de la emisión de la Voz, algo que ha mejorado muchísimo. Esa es un área que hay que explotar a futuro con los que se inician en la especialidad. Porque esta es un área virgen, con mucho futuro.<br />
Fijate que hay una gran problemática laboral. Por ejemplo en el área docente, creo que hay alrededor de un 30% de ausentismo anual por alteraciones vocales.!!!</p>
<p>I.R. Se que te dedicaste a toda la ORL pero que durante muchos años fuiste Laringólogo ¿Quién fue tu referente en la Laringología?</p>
<p>L.B. Tuve un maestro básico que fue el Doctor Juan Blanc. Después absorbí conocimientos de J.C. Arauz y S. Magaró. Si bien nunca fui alumno directo de ellos.</p>
<p>I.R. ¿No te arrepentis de haber seguido esta carrera?</p>
<p>L.B. Para nada Me ha dado muchas satisfacciones.</p>
<p>I.R. Muchas gracias Luis!</p>
<p>L.B. Gracias a vos.</p>
<p>Entrevista realizada por Dra. Iris Rodríguez:<br />
Vicepresidenta SAV</p>

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		<title>“Cada entrevista médica con un paciente es una experiencia nueva&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Feb 2010 22:16:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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